segunda-feira, dezembro 24, 2007

Testa juruaesca

Vai, sobe a colina e diz-me, é grande a subida?


Volta, desce a corda e mostra-me, a cor do céu de lá de cima.


Vai, roda aquelas bolas e grita-me, os mundos rodam.


Volta, puxa aqueles bens e pinta-me, os mundos colidem.


Gira e vai, assim como queres, assim com és, vai-te ao rumo em que te postas como rei, mas vai como vagabundo, limpo e torto, envolto de flores e cores, dores e amores. Roda e volta, assim como serás, assim como não verás que foste, vem-te aonde és rei e vagabundo, indiferente e morto, coberto de amores, só amores, amore rossi, quentes e doces, cheios, empanturrados de sabores, diversi. Fecha a vista e corre, corre, para onde imaginas ser o mundo e cai, cai onde o mundo é.

Trojdens Desmond

sábado, dezembro 15, 2007

Cores, aqui, poucas



Cores, mais cores, cores, cores com ares de cor d'amor, cores com ares de cor de muito, muito de várias, várias das cores quer rodeiam o mundo, rodeiam os mundos.

Mais da cor de mato, mais da cor de rio, mais da cor de chão que é para lembrar-nos de onde vivemos, de como vivemos, com pés no chão.

Mais da cor de céu, mais da cor de nuvem, mais do mais, mais de tudo que é para lembrar-nos de como andamos, com as mãos para os céus, esperando por chuvas e deuses.

Mais das cores de guerra, mas das cores de revoltas, mais da vontade, mais do vermelho e preto, cores que nos guiam para brigas por nossas vidas e amores, menos da guerra, mais das cores.

Menos da cor d'ouro, menos da cor de luxo, menos da cor de quem anda com a mente reta demais que é para esquecermo-nos do que faz nosso pequeno mundo tão sujo, a ostentação, o querer ser grande, ser d'ouro.

Minha cidade-floresta está dourada demais.


Trojdens Desmond

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Cores, aí, algumas

A alma é
o ser faz-se
o Mundo é
os seres...


Mundo de cinzas, cinzas cores, cinz'almas, cinzas seres, tristes seres, melancólicos, de amores baixos, emoções finas como superfícies de águas paradas, inteligências vagas, vontades, ah, quão simples vontades, que mundo, ah...


Mundo marrom, de marrons, gente morena, de amores morenos, doces méis, mel que marrom pode ser, que aqui é, certamente, tão quanto o belo rio, que de barro, folhas e árvores faz-se marrom, troncos, marrons, de vida, vida para nativos, marrons eles, como os rios, marrons de vida.


Escurinhas luzes, negros orbes, planícies baixas, seres altos, almas pretas, negras, escuras, mundo de correntezas de igarapé, igarapés pretos, pretos de folhas, negros de vidas e frescores; peixes e peixes, fartura tal qual tabuleiros de negras em terras mais altas, aqui, nos baixos das águas, é verde de matas, farinha amarela, peixe branco, mulatas e marrons caboclos.


Trojdens Desmond


Fotos da série Tribe (BBC), episódio The Matis

segunda-feira, novembro 26, 2007

Foras.


Mente, físico e emocional distinto. Um contradiz o outro, um explica o outro, um completa o outro.
E por algum momento, três mentes viram uma só, três corpos unidos, três emoções, construindo uma vida de três estranhos, três conhecidos, uma vida de três amigos. Três amigos Foras.





Iram Lee







*Arte e foto de Jotapê Araújo

sexta-feira, novembro 23, 2007

Noite de sombra e brilho

No contínuo da noite, que já é dia mas ainda escura, escura não para esconder a vida, libertá-la, mesmo não sabendo que vida é. Vida que sei não ser meu mundo, noite, vida que não vivo, que não me encaixa.
Noite que não quero mais que em mim encaixe, noite/manhã que a alegria não é criar, é só extravasar, foder, cheirar, fumar, esquecer o que se faz em turnos diurnos, esquecer, só esquecer, não mudar, deixar continuar a decadência da manhã, das tardes estragadas pelo trabalho, não inventar, ser burro, paco, parvo, beber, beber, esquecer.



Bela ela brilha, acima de mim, infinita, acima de nós, finitos seres que pensam pensar; lá ela bela me chama, penso eu que chama, quero eu que chame, desejo eu estar lá, ou aqui, junto a ela, anseio que venha, sonho que aqui caia, que aqui brilhe, pois seu brilho, lá, é apenas para ver, meu desejo é mais que ver, meu desejo é mais que minha cabeça, mais que eu, meu desejo é ela em tamanho, é ela, estrela que brilha e fica, fica lá sem mim, é ela, estrela que brilha e deixa, deixa-me aqui sem ela.


Trojdens Desmond

*Pintura A Noite Estrelada, Vincent van Gogh, 1889

domingo, novembro 11, 2007

Phynkyn de vida e morte


Um amor de um dia tanta vida é quanto uma vida, essa de monte de dia, é tanta loucura quanto uma de loucuras, como esses que vemos passar e não vemos o que são, e quão belas são, as loucuras.

Um espaço abriu-se, espaço vazio e cheio - uma visão presa nada ver, cheio e vazio o mundo é, duma forma ou de qualquer outra. O espaço, vazio e cheio, torna-se o que se quer, conforme a visão, ofuscada ou não, viva ou não, bela ou não; a tua, ofuscada, desfocada, imersa na desgraça da mentira, isso que dizem vida, a real. O branco e o verde, tal que defumado, fumado por-te-á em vendas, vendas infinitas de cheio, cheio onde pensavas vazio, serás tu o cheio em teu espaço, eu próprio até que chegues a colidir e fundir-te com outros tantos, tão imensos e empanturrados quanto tu.

Meu amor de um, meio dia, não me disse tanto, apenas fez-me sentir o que imagino ser aquilo que acabo de escrever em linhas acima.

O verde que quero é o meu, vivo, pronto para que o cheire, pronto para que inunde-me, jogue-me ao fundo das folhas, vivas, das águas, da terra, dos espíritos, daquilo que só vê eu e tantos outros capazes. Verde pronto a fincar-me no fundo de meu ser, de meus inconscientes seres, phynkyn meu divino; este sim meu espaço, agora cheio, sempre cheio, vazio de nada.


Trojdens Desmond

sábado, outubro 27, 2007

À menina bonita

Deveria eu falar (retalhar) da moça que me chamou de “revolucionário de merda” (ela não pronunciou a palavra merda, é verdade, mas é que dá uma emoção mais legal, mesmo já se sabendo a verdade); disse ela assim: “... que mão é essa que cria um filho que disse que não vai tirar o título de eleitor pra não votar?...”. Favor, né, minha dama. Para ficar como uma resposta, ações minhas virão para provar o //merda// que sou, pois discutir, já disse um certo moço inteligente, é para aparecer. Falarei apenas da minha mais nova alegria.

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Beleza é alegria, minha felicidade total, só isso e nada mais; superei os instintos primitivos, próprios de nossas matérias e que habitam meu inconsciente, não penso em crias, cópula, não penso apenas no calor da carne em minha boca, em meu corpo, alegro-mo só em ver tal pele morena, cor de meus sonhos, cabelos negros e corpo que certamente superaria Afrodite, se esta estivesse aqui, alegrando-me ainda mais. Minha mente pára, meu sangue pára, eu sinto querer pular para de mais perto ver, mas meu corpo é um corpo morto, meu espírito já está lá, ao lado da beleza doce, saiu, abandou-me, disparou como um raio de Zeus, mais rápido que qualquer descarga elétrica de meu cérebro.


Na volta de meu eu flutuante volto a pensar, mas pensar nunca é bom nesses momentos, a mente humana é tão estúpida quanto magnífica e complexa. O mundo, esse mundo de culturas hipócritas e insanas, ainda mais estúpido, produz seres vagos, vazios; quero deusas, lindas e tudo mais, a esperteza das ações e das idéias embebeda-me em igual teor à beleza.


Quero deusas, e não só para ver, deusas para amar. Quero aquela moça bonita, mas como deusa, não apenas bela, por mais esplendorosa que seja, por mais que já me faça delirar, por mais que já me tenha os olhos para si; quero que me tenha o coração e o espírito, meu todo eu, eu todo para si.



Trojdens Desmond

Pintura de Claude Monet - Stroll At The Rocks Of Pourville e Música de Erasmo Carlos - De noite, na cama

domingo, outubro 14, 2007

Nêta que não é nêta de verdade

*

Caiu, caiu, caiu, a nêta caiu! A nêta cai toda hora, todo dia, parece galinha manca, porra, e cai mais na hora em que mais apetecemos dela, nêta desgraçada, nas madrugadas, que estamos já sólitos, solitários, e agora indignados dignamente, pois não poder conversar, impedidos por distâncias, violências, garoas, pais e quedas do único meio possível é merda. E nós que ficamos nas noticias, atentos para o que possa surgir de novo, ali, nas primeiras horas da manhã, seriamos os primeiros a saber, agora não podemos fingir-nos interessados nos acontecimentos de nossa terrinha, sem graça que só ela, que parece cair também tanto quanto a nêta, revolucionário que só ela podia ser, mas que cai, cai por incompetência da ditadora, monopolista, que não consegue colocar novas portas, pontos, o diabo que seja, sem deixar-nos no auge da raiva, não é.

Desgraça, joguemos pedras na cabeça da burra, filha-da-puta que é essa empresa, que de tão filha-da-puta só proporciona a nós, acreanos, 10% da banda, ou que seja, para download, que é simplesmente nossa maior alegria, burlar o mercado, as empresas fonográficas, cinematográficas e as demais que existirem; felizes vivemos a viver na cultura que é as musicas e filmes que jamais viveríamos sem “baixar”, como santo, mas mais felizes estaríamos com total possibilidade de ter o que quisermos a velocidades e rapidezes que acreano nenhum (alguns conhecem é verdade, mas é porque não moram nessa nossa bela cidade-floresta, da qual tanto orgulho-me) conhece, mas sonha, ah se sonha. Merda.

O monopólio deixa você e a nêta quebrados, você, o internauta, porque o monopolista fica só com o gozo da desgraça alheia.


Trojdens Desmond

*Arte de Jotapê Araújo

quarta-feira, outubro 10, 2007

Não é milico nem crente


A vida do dentro está ocupando-nos o tempo, tempo de estar fora, fora da vida de dentro, de estar dentro do fora, este lindo mundo nosso que tenta, por vezes, afundar o mundo de dentro, derrubar o que de tão feio há dentro do mundo de dentro.

Estamos fora do fora para aprender, com quedas e subidas, como viver no fora e, até, no dentro.

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Existe um troço (“troço” aqui com este som de bosta de vaca, pejorativo, que você escutará ao ler é uma coisa – que falta de vocabulário minha – que eu não gosto, ora bolas) no ar de hoje em dia muito estranho, não tenho nome para isto – nem vocabulário tenho. Em comerciais televisivos, onde pessoas – supostamente de boa aparência, para mim aquelas moças branquinhas, loirinhas, lisinhas de cima a baixo, com um sorriso feito por mãos e alfinetes não me agradam nem um pouco, sem milongas, realmente não me agradam – compram casas e tevês e carros e celulares e cadeiras e ventiladores e bombons e roupas e o diabo que apetecerem-nas; personagens que vão do “baixo” ao “cima” em segundos e até milésimos. Claro, tudo isso devido a um cartão, um perfume e até xampus e sabonetes.

Não é só no lixo que é a propaganda, também na tevê em geral e conseqüentemente no povo, dito real – porque real mesmo só sonho, que não em segundos, mas em dias e meses e anos saem com casas e carros e tevês e celulares e cadeiras e madeiras e troncos novíssimos, tudo na maior felicidade, com aqueles brutos sorrisos; e ao ver um simples pedinte, um pobre pé-rapado como eu, vira a cara ainda com despeita de mandar-nos à labuta. Tudo bem que é preciso esforçar-se um pouco na vida, mas pedir já é um esforço gigantesco.

Essa desgraça toda é conseqüência da maior de todas, os anos 80. Aqueles comunistas bestões e fervorosos (no pior dos sentidos) e sem ideologias, agora sorriem, e fazem uns novinhos também sorrirem, para fingirem serem humanos.

Trojdens Desmond

quinta-feira, setembro 20, 2007

Manga e saia


É época de manga, manga é doce, manga tem história, tem estória. Tudo tem história e estória, é verdade, mas nem tudo tem história e estória que comova e convença, a saia que cobre o joelho e vai até a canela, algumas finas, é uma desgraça, é feia, e bem que já deve ser desde o sempre. É usada por um certo grupo de mulheres, vivas pessoas, algumas belas outras nem tanto, sempre cinza, preta ou uma cor estranha qualquer; moças de um um grupo de gente, pessoas, também pensantes, talvez. Grupo que mostra o desgosto pela beleza, pelo belo, pela vida bem vivida, também pela saia, além das vestes dos rapazes que tão feias, padronizadas, estilo militar, são.


Nós homens, jovens e velhos, brasileiros que somos, que apreciamos a vista de una bella donna, perdemos mais um montante de senhoritas para a ditadura mental de mentes inférteis, alimentadas pela pobreza de suas casas, seus bairros, suas cidades.

Trojdens Desmond






Arte de Jotapê Araújo



sexta-feira, setembro 07, 2007

O morro vem aí


*O morro não tem vez
E o que ele fez já foi demais
Mas olhem bem vocês
Quando derem vez ao morro
Toda a cidade vai cantar

Morro pede passagem
Morro quer se mostrar
Abram alas pro morro
Tamborim vai falar
É um, é dois, é três
É cem, é mil a batucar

O morro não tem vez
Mas se derem vez ao morro
Toda a cidade vai cantar



Deram vez ao morro, ao moro errado, aqui vem ele descendo, não especificamente os moços e moças variados, a cidade toda - não que os moços e moças sejam favelados por serem gays, são favelados por morarem aqui, Rio Branco. Eu disse, aliás, titio disse, o morro vem aí. Dia 16 de agosto, a oficialização da favela acreana, sem morros no físico, com morros na alma, desgraçada essa.

Trojdens Desmond



*Favela (O morro não tem vez) - Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Morais

segunda-feira, setembro 03, 2007

SEM OPOSIÇÃO, NÃO HÁ DEMOCRACIA

Em um mundo onde o Mico Leão Dourado e a Baleia Jubarte correm risco de extinção e contam com organizações para protegê-los, uma espécie brasileira encontra-se à beira do desaparecimento e não despertou a solidariedade de nenhuma ONG nem de nenhum cantor.
Nem um ex-candidato a presidente americano veio ao Brasil fazer palestras em nome dela.

Trata-se da Oposição.



Iram Lee


sexta-feira, agosto 31, 2007

O Acre tem, tem mais que ló


O Acre tem o quê tem, história e estórias, tem espirito, que é acreano por questão de nome, que realmente é mais que um espirito de trabalho e “avanço”, machado e enxada, foice e martelo, é mão e pé, chão e água, verde, real verde, verde mais que ideologia messiânica e econômica, verde de sol, terra e água.

O Acre tem gente de morro, desejosa e expctosa* de descer, gente cega, <<Não há morro aqui!, há mais que isso, floresta, há a possibilidade de cidade sem morro, com o semblante de mata: fértil, organizada, bela, grande, única. Gente cega, não vê o quê há, o início de sociedades, de culturas, a chance de iniciar sem erros, correr sem jogar-se a abismos, largar de velhos bordões e botões.

O Retrato do Acre está na fé líquida e transcendente: a chegada para a batalha do corte, a miração da floresta, a criação do quê é mais que adoração, trabalho e realização. O Retrato merece ser seguido, merece ser visto, merece ação. Eu mereço, também, algo, algo novo, mais que Brasil e Acre Moderno, o único moderno velho, devo-me.


Trojdens Desmond

Paixão nas palavras há-de ser considerada.

domingo, agosto 26, 2007

Cotidiano

Semana passada, eu estava tentando ver tv. Aí começou um filme chamado "Independence Day", o qual por motivo desconhecido não podia ser traduzido. Logo na primeira imagem aparece a linda bandeira dos Estados Unidos tremulando na Lua. Tava ventando! Na Lua! Em seguida, o narrador fala “... os homens que vivem na Terra...”.

Sim, amigos. Eu desliguei a tv.

Carlitos Marx

segunda-feira, agosto 06, 2007

Feijoada Completa

Eu tava triste, tristinho... mais sem graça que a top model magrela na passarela. Será só imaginação? Mas eu não quero ficar aqui enquanto uns dormem. Eu gosto de ficar só mas gosto mais de você.

Eu quero uma casa no campo e tenha somente a certeza dos amigos do peito e nada mais ou é o fim do caminho? Olha lá, quem acha que perder é ser menor na vida!

Por esse pão comer, por esse chão pra dormir deus lhe pague. A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte. A solução é alugar o Brasil.

A melhor forma de escolher é provar o gosto. Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante. Todo homem tem direito de pensar o que quiser e há de ser tudo da lei. Um sapato em cada pé, direito de ser ateu ou de ter fé.

Quando criança alguém disse que vida era só felicidade. O que que você vai ser quando você crescer? Um cara muito importante? Te falei que o importante é competir mas te mato de pancada se você não ganhar.

Já está provado por A + B que A + B não prova nada. Que pra quem tá indo, quem vem vindo na verdade é quem tá indo. Te encontrei toda remelenta e estronchada num bar entregue as bebida. Comer tatu é bom.

Eu bato o portão sem fazer alarde, eu levo a carteira de identidade, uma sadeira, muitas saudades e a leve impressão de que já vou tarde. Se chamarem, diga que eu sai!

Carlitos Marx

sexta-feira, agosto 03, 2007

Nada há-de voar

No más revolución, é isto que digo, é isto que faço, no más do mesmo. That's enought, la vita não se faz de guerras, batalhas e extremas mudanças. Lascia stare.

<<
Hey Mr. Trot, o quê fazes aqui?

<<Na... na... nada! Você sabe, para que lutar por direitos e organização? Eu sei o quê e como fazer para andar por minha linha. Saiba mais, quem pensa ordenar alguma coisa está mais para lá do que para cá, sempre se tem um lugar para ir.

<<Mas //qu'é// isso rapaz? Esse país precisa que gritemos, essa gente precisa de nossa força, de nossa ação, devemos tirar esses políticos do poder, tomar o poder para nós.

<<É isso aí, vá lá, mas desde já lhe pergunto, o quê esse país tem de demais?

O mundo sofre de superpopulação, o quê ocorre nowadays, esse estresse, essas pequenas insanidades, é apenas uma conseqüência e, até mesmo, uma ação evolutiva da espécie humana, não haveria terra para tanta gente. Vamos em frente.


Trojdens Desmond

quinta-feira, julho 19, 2007

É isso aí!


Aaa! Eu sei o quê há, ha ha. É isso que há, há tudo de não interessante por ali e por aqui, só coisas trágicas ou sem importância, e é tudo culpa do sistema, no caso, aqui no Brasil, do Governo e da população, que está cada vez mais burra e brega.

Só para deixar claro, os escritos não estão saindo porque as coisas não acontecem. É por isso que o anônimo sempre reclama - paciência Seu Zé. Mas não temos culpa de só surgirem vaias, aviões em choque, Congresso mané, congressos de imprensa ou tecnologia (aqui no Acre ocorre até um evento para Piratas Biológicos e Enganomanejadores), jogos mal organizados, ufanistas e tietes (quem idolatra um Estado da Federação é ufanista?), nervosinhos, pessimistas, mal músicos, péssimos músicos, gente que faz barulhos e pensa serem músicas, gente que gosta disso.

A insanidade é tanta que Domingão do Faustão e derivados ainda existem.

Mas (e mais), as criatividades hão-de voltar e imperar, por hora uma viaja ao Peru, um está com nada e outro está com nada e algo mais, uma bela coisa alguma.


Trojdens Desmond

quinta-feira, julho 05, 2007

Football e Futebol


É de football que se vive, é, o Brasil vive (alguns brasileiros vivem do crime). O nosso pé está ruim nesses tempos, quase péssimo, chato e “nervosinho”, por que será? Antigamente as pessoas eram mais espertas e menos ranzinzas? Não sei, nasci não há muito, mas por noticias e vozes do além, ainda não sei, ahah! Mas olhem, Pelé e Garrincha entraram em ação na Copa de 58 graças uma intervenção de um grupo de jogadores, Didi e Nilton Santos e mais alguns sugeriram (por aí) os dois, o 10 e o 7; na Copa de 2006 ninguém peitou por Robinho, ninguém peitou Ricardo Teixeira e seus “braços” parasitas (o resto da CBF); hoje ninguém nem dá um chega-pra-lá na Seleção toda, será que piora?

Uma coisa que me enche, e que não é de campo, é a rede de tv pentelha e sua melequenta massificação e seu caráter inexistente. Quando o povo queria festa e pensar que o time de 2006 poderia ganhar a “pelada”, lá vinha a Dona Choca enganar, maquiar, encobrir, fingir, destorcer a verdade, falta de ética e inteligencia nos pseudos comandos da Seleção e da CBF. A massa é ingenua, coitada, nem estudou numa escola de verdade e nem trabalhou num trabalho de verdade.

Lá é lá, aqui é aqui

Para ficar no campo, não que os jogadores brasileiros perderam a cabeça, só colocaram algo mais, as idéias europeias, e esqueceram outros. Essas idéias não são invalidas, têm lá suas bases, mas para o Brasil, e para mim, o negócio é outro, não excluindo os europeus, mas um pouco diferente.

As equipes europeias jogam, quase sempre, com meias-de-campo-de-lado, nos flancos, eles marcam, passam e atacam; no Brasil não se tinha essa coisa, acho que ainda não se tem, existiam laterias, que marcam, atacam e passam, às vezes, pontas e meias livres, que atacavam e passavam e fingiam que marcavam, o adversário poderia assustar-se. Mas, a mercadoria adapta-se ao mercado; lateral por aqui está difícil, os últimos foram Roberto Carlos e Serginho, o resto ou virou meia-de-lado ou sonha em virar, correm menos e ganha mais. A Seleção já sofre do problema que o meia-de-lado causa, o lado mais vulnerável é o esquerdo, onde joga Gilberto, que já é meia-de-lado no Hertha Berlim e não sabe se vai ou se fica, e acaba não indo e não ficando.

Ronaldinho Gaucho apareceu para o mundo num gol circense, que fez pelo lado direito; na Capa de 2002, jogou, quase, como um meia livre; desde que está no Barcelona só joga em dois postos, “ponta” esquerda e atacante central (não centroavante), nunca mais se viu Gaucho ir de uma lado a outro, do congestionamento para a pista livre; ir ao campo de defesa e comandar uma jogada (ele fazia isso logo quando começou no Barça), agora fica ali, no canto , rebolando, rebolando e por aí.

Robinho, ultimamente, tem feito o que se espera de um craque, vai pegar a bola onde estiver e levar-la ao ataque por onde for, mas ainda não é craque, Daniel Alves, Maicon e Rafinha (do Shalke04) ou jogam como laterais ou fingem muito bem.


Trojdens Desmond

quarta-feira, junho 27, 2007

Pink é gênio, o outro não


É isso aí, o querido Pink está certo, eu gosto mesmo é de chamar atenção, quero mudar os eixos é para estar à vista, quero quebrar os estimpes (estipe é caule, logo estimpe é pau, isso na Língua Jardinagem) não é por raiva não, que é isso, é para estar no tapete vermelho. E, se eu não fosse isto, escreveria umas duas frases a cada mês para que o mais novo pródigo portento crítico literário fique com sua paciência e desfrute de minhas balelas.

Mas, e muito mais, sou isto, e posso sê-lo mas pelo menos, e muito menos, não sou preguiçoso (irra, é verdade que nunca confirmaria tal mentira, porém é isso aí). Assim, não se expõe a preguiça como um traço de sua personalidade, pois, muito pois, esse descaso na cara é o "pézinho" que todo "besta" espera para aporrinhar - "Ih, mas tu num faz nada, é um desocupado, fica aí, largado, vendo desenho, seu preguiçoso, vá trabalhar! Ainda tem outro - Vá já limpar o quintal, pega o terçado e vai capinar!

Leiamos e guardemos a preguiça no bolso, que aí estará sempre à mão. A imaginação é a porta do mundo, macchè bello!

Trojdens Desmond

quarta-feira, junho 20, 2007

É urgente, termos crianças novamente

O mundo mudou rápido e tecnologicamente. Entretanto nós ainda não estamos preparados para essas mudanças.

As crianças de hoje dormem tarde e acordam tarde. Perdem as melhores horas do dia. Vivem estressadas. Entopem-se de informações necessárias para torná-los adultos precoces. Em frente às telas esquecem o pião, a peteca, o caminhão de barbante, a natureza, o subir nas árvores, a pipa, o jogo de bola na rua. Consomem produtos acabados que acabam com a emoção do momento da criação.

É urgente retomar a infância. Vivenciar a infância. Termos crianças novamente!

Iram Lee