quarta-feira, maio 30, 2007

Um ponto, é só um ponto

Ale, aqui você novamente. Ah, alegria alegria. Feliz estou mais uma vez, ócio velho companheiro, com sua inteligência, esperteza, o único a perceber a verdade, a doce. Como é difícil aceitar.


- O que fazes aí?

- Eu, nada, na verdade estou a observar, não sei ao certo se por preguiça ou por sagacidade; a vista é boa.

- O que vês?


- Vejo uns pontos a se mexer, pequenos crentes, crédulos e pentelhos, vividos seres, pobres seres, descrentes vida in vita, preocupados com os que não os deixam andar, esses sim os verdadeiros fétidos da natura, dotados de considerável esperteza e de não considerável “visão”. Antes que me pergunte algo, os seres são assim, nada de errado, só feio, meio que torto e amargo, mas nada que umas colheradas de mel, umas lidas, umas mortes e uns nascimentos não resolvam.


Lá se vem a paspalhona, que chata, pensa ser a verdade pintada em azul.



- Ora, mas vá já para o buraco de onde saíste!

- Ah, vá você, não só porque o frio chega que você tem quer dar o ar da graça.

- Então virei sempre. Consciência, minha nobre, o mundo não é feito só de suas idéias, elas são chatas, picuinhas, souvenirs para quem não me tem como par. O mundo é muito redondo para parar em esquinas e escolher entre tuas pequeninas ruas.

- Mas vá trabalhar, acha que dinheiro cai do céu? Acha que prédios levantam-se sós? Achas que o mundo é mundo para sonhos?

- Veremos!

Trojdens Desmond

terça-feira, maio 22, 2007

Ta feio, o verde virou marrom


Não! É sim, sim e sim! Ta, fica com teu sim. //Ta ta ta ta//. Sim, ta vendo aquilo? Agora vem com sim hein, //hunhum//, to vendo, povo estranho esse, quem são os monstrinhos? Nem monstrinhos são, são pessoas mesmo. Vige, que coisa; para eu parecem mais monstros, pequenos e feios. Pode ser, pior que eles ainda têm um nome bem condizente, um nome ácido. Eles vivem na floresta? Até que vivem mas, não sei se por estupidez ou pela invasão sulista, não se orgulham e não a usam, preterindo-a pela “vida moderna” de enlatados e importados de gosto pior que acre. São pobres? Sim, são um tanto preguiçosos, e se ofendem como a mesma facilidade que o orbe roda, mas não sei se antes da invasão dos bestas o negócio era assim; creio que não. Por que eles não os expulsam? Porque os bestas trabalham; ah, e pelo que um antigo me disse, só veio a safra ruim. Esse povo aí ta lascado. Se não quiser se mexer, é.

Trojdens Desmond


Padrim Sebastião (Pia Villa, Txai Terri ) - Pia Villa

sexta-feira, maio 18, 2007

Sou classe média - Max Gonzaga

Posso levar a mão e dizer "Sou classe média".



Carlitos Marx

quinta-feira, maio 17, 2007

O Rottweiller de Deus veio e se foi (Ufa, graças a Deus)


Não ao segundo casamento. Não à banalização da virgindade feita pela mídia. Não à eutanásia. Não ao aborto (que eu concordo). Não a isso. Não a aquilo.



O Papa chegou e só falou em proibir. Na minha inútil opinião, bem que ele podia falar com pouco mais de Deus e deixar de ser tão chato.



Saudades de João Paulo II...


Carlitos Marx

quarta-feira, maio 16, 2007

Turjvi e Suqta, o nada para nada, com nada, é nada


Isso é real? Não, tudo não passa de uma linha chata achatada que insiste em encher sacos e paciências. Ora, mas é feio. Para você. Sou Feio? Não, aliás, bonito não é, mas o troço é diferente. Estranho, tudo bem que o troço é diferente, mas nem tanto; ué, olhe lá, aquilo anda, até voa; essa porra tem cabeça não, esqueceu de usar a parte de trás da mente?! Bem, pensar acho que pensa, deve pensar, né; sei não, se pensa pensa torto. Aquilo é teu não, né? Tá louco porra; aquilo é daquela gente estranha, que vive mas não vive a vida bem vivida. Ah //soo//, você quer dizer os ricos deprimidos? Não não, não só, os pobres felizes também, são todos da baixa suqta. Vige, aquilo tá se mexendo de novo, atira atira, meu Deus, aproveita! Não dá, o diacho não morre, não sei nem como vive. Que burros!!! Que é isso rapaz, os coitados não têm culpa. E isso não é a sociedadecultura deles? É. Então. Sim, é, mas não vem dos burros não, nem do nada, e vai como nada, consome e produz, é quase um fungo. Calma aí, quero ver se fogo não funciona, porca puttana!

Trojdens Desmond

sexta-feira, maio 11, 2007

É de cá para lá, de lá para cá!

Saí do Acre por quinze dias, míseros quinze dias, podiam ser alguns anos, mas foram quinze dias. Não, não, ficar por aqui será melhor, o povo lá fora é meio louco, viver em cidade grande é insanidade, nem a água é boa, meus cabelos sofreram com tanto cloro, dava pra sentir o cheiro, imaginei logo como era ser um ser dentro de uma câmera de gás, olha, se aquela agua fosse usada numa sauna, criaria-se uma câmera de gás amadora.

Isso não é diário daqueles com cadeadinho!!! Pois que sim, saí, deixei nada neste espaço; uma semana antes da partida ainda era fresca a "discussão" prospecção, escrevi alguns comentários no Blog do Altino Machado, onde o moço havia taxado todos os anônimos. Em conversa, com o primo que vive no mesmo habitat qu'eu, comentei sobre o fato da taxação, eu havia chamado alguém de dita relevância política de algo como bobão (não foi no anonimato e foi publicado) eis que vem o menino com essa Cuidado com teu sobrenome. E lá vão saber quem é eu, rapaz? Mas se não for contigo, será com teu pai, o tio, as primas, os primos. Hunhun.

Disseram-me que os Carapanans (acho que é esse o nome, são uns pedantes ditos revolt, da UFAC), durante os planejamentos para a manifestação ocorrida no Dia da Independência de 2006 (acho que foi neste evento), contra o aumento da passagem do busão, foram plenamente estudados, observados e discutidos. Fato que decidiram humilhar os jovens com nome de bicho chato que reclamavam por algo justo, e a polícia massacrou-os, não os humilharam porque usaram violência.

É bem verdade que em oito anos, desde 1998, não escuto nenhuma um gemidozinho de descontentamento, nenhum escândalo (alguém já falou sobre as fazendas do Jorge Viana, aquele que "comandou" o Governo da Floresta? Quando um tal Alemão morreu, rumores surgiram, mas o tapete está aí para isso), nem mesmo um ai ai ai, mas me botarem uma pulga atrás da orelha por repressão, aí é babaquice!

Trojdens Desmond

sábado, abril 21, 2007

Rafael

Ele ajeita o bola ajoelhado. Ergue-se, dá precisamente três passos pra trás em diagonal com o gol. Olha o goleiro e depois para a bola. Inspira. Expira. Um. Dois. Ele dá dois passos largos até a bola e bate com a parte interna do pé. Lá vai a bola, com efeito para à esquerda, passa riscando a barreira e entra no ângulo do goleiro. Um golaço! Ele timidamente levanta os braços e comemora: “Pega”.

Porém havia um problema. Aliás, vários. Ele não estava num estádio. Não havia torcida nem goleiro nem traves. Não havia sequer bola a sua frente. Ele estava no início do Parque da Maternidade às sete horas da manhã de um dia de semana, sem camisa e descalço.

Louco? Por quê? Ele estava somente fazendo o que lhe dava prazer ao contrário dos ditos normais que estavam ao seu redor apressados para o trabalho ou para a escola.
Carlitos Marx

“A imaginação é mais importante que o conhecimento”
Einstein

"Somos todos malucos. Quem não quer ver maluco, deve quebrar os espelhos."
Voltaire

quinta-feira, abril 19, 2007

Fortuna, Glória, Honrarias e Poder.

- Ela não tem ambição!

Fiquei pensando se isso era um problema, afinal ele parecia irritado.

- Fica naquela merda, não vai para frente.

Imaginei todas as pessoas do mundo tentando ir para frente, pulando obstáculos, buscando alcançar o prêmio final. Seria o caos, uma luta infinita, como girinos num lago.

- Nem todo girino quer ser sapo. – Interrompi.

- O quê?

- Ambição em excesso é a base do capitalismo, que gera exploração, que gera domínio social, pobreza, criminalidade, medo, tristeza, sofrimento.

- Ela poderia ser o que quisesse...

- E se ela escolheu ser modesta?

- É esse o problema: ela não tem ambição!

Nem ouvia o que eu falava, apenas queria desabafar o defeito da mulher, sem considerar a possibilidade dela simplesmente estar relaxando e aproveitando. Esperta, afinal deixa a preocupação com o ambiciosão e simplesmente curte a correnteza.


Iram Lee

domingo, abril 15, 2007

Sobre a noite do dia 12 de abril e algo mais!

Para começar, a noite foi armada por Tião Viana, que lutou durante sete anos por seu projeto (espero que o senhor senador não tenha ido a murros e pontapés, posto que pelo vermelhidão em sua face ao ouvir o seringalista Osmarino Amâncio e Toinho, murros e pontapés seriam pouco), que é basicamente pesquisar o potencial do possível petróleo ou gás natural no Estado do Acre (até parece que não irão explorar). No dito debate, à mesa ao palco, estavam os personagens que iriam consolidar, a trote de autoritarismo barato, os buracos na terra do Juruá, porém havia um que poderia dessoar, era o Miguel Scarcello, todavia faltou um pouco mais de paixão, e uma razão mais coerente não iria tão mal; argumentos além do aquecimento global, como o fato de o Brasil não estar a precisar de combustível, também iriam bem. É certo que Scarcello foi atrapalhado pela lei da atração, na hora em que ia pegar mais pesado com o modelo de Urucu, Tião fazia tanta força mental para que algo acontecesse que o linhão vindo de Rondônia rompeu-se.

Os representantes da ANP – Agência Nacional do Petróleo – fizeram seus papéis, mostraram (ou enganaram) que é fácil fácil, ir lá, furar e pegar o produto, isso tudo sem sujar o meio ambiente, sem dano algum (talvez eles ainda não saibam o que a queima do combustível fóssil faz, mas tudo bem, o Brasil tem dessas coisas).

O senhor Suplicy veio passear, pura sorte, pois se estivesse onde deveria, no Iraque (nada de ironia, ele estava para ir lá, mas decidiu por vir aqui primeiro, ele mesmo disse), sofreria com o barulho, até quem sabe com estilhaços da bomba dentro da Zona Verde (estadunidense é um pé no saco, sempre pensa que faz a coisa certa; e o senhor Felipe Jardim comparou as intenções de Bush às dos setor cultural do governo acreano: ir lá, dizer que fez algo, mas não tem jeito, “artista é complicado” – tentem descobrir quem disse isso). Já que isso não é redação padrão pude fugir do assunto e voltar; o senador paulista veio dizer o que se fazer com o dinheiro dos buracos, ora decidia-se ainda se haveriam ou não buracos, e o Tião já traz gente para dizer o que fazer com a grana?! Ao menos foi o Suplicy, era um cara legal, com as idéias certas, no lugar certo e na hora errada.

Edvaldo Magalhães num cinismo já me alertado.

As pessoas querem petróleo (eu não quero e o Tião quer poder), é claro, virá dinheiro com o bicho preto. Porém, seria mais útil para o povo querer e lutar para que o dinheiro dos governos fosse gasto da forma correta, sem roubos, dinheiro não falta, mas a massa é burra, fazer o que. É verdade que um pouco mais de consideração por parte daqueles que detém o maior montante de money custaria nada, mas uma questão cultural dessas não se muda assim, o homem, em sua maioria, quer sempre mais e mais. O que arrebate ao momento mais interessante da noite (apesar de ter tido um fato hilário, em que o senador acreano tenta rebater o incomodo causado após a fala de Toinho, parecia briga de bar), um rapazinho, aluno de direito (duvido muito que da UFAC) alertando para o consumismo, doença suja, aprofundada neste regime capitalista, o ouro preto não é sinônimo de poder a toa, quem mais o consome mais o quer, mais o procura, quase como um vicio.

Imaginação

O que o Acre tem de interessante? Penso que a Floresta e toda nossa historia com ela. Já imaginou-se um Vale do Silício no meio da floresta? Claro que não produziríamos computadores ou derivados, e sim pesquisar-se-ia, e talvez, até quem sabe, manufaturar-se-ia os ditos produtos da floresta, uma Universidade da Floresta mais técnica e maior, com mais recursos e mais gente, uma universidade com a grandeza que R$ 75 milhões (eu quero mais é claro) de reais podem produzir. Eu sei, eu sei, isso seria criar uma nova elite, a qual destronaria os “novos coronéis”, e é claro, quem está no trono não quer sair, certamente, perder o conforto de uma cadeira acoxoada para que mais alguns bestas acreanos tenham inteligência e conhecimento, para que?


Trojdens Desmond

Olhem como se trata nossa castanha!

Também dêem uma olhada no Blog do Altino Machado >> [|]

Célula Combustível, esse é o futuro!

sexta-feira, abril 13, 2007

What PORRA is this?

Estava eu aqui esperando a maldita inspiração para começar o meu texto. Daí, tocam a campainha. Era uma senhora com seus sessenta anos pedindo uma ajuda, um ou dois “real”, um quilo de feijão ou de arroz. A pobre senhora não me olhou a face, acho que por vergonha do ato que precisava fazer para manter sua própria sobrevivência. Falei a ela que minha mãe não se encontrava e ela disse “Deixa, eu já vou” e pegou sua sacolinha com pães e partiu.

Por que o meu mundo tem que ser assim? Por que o nosso mundo tem que ser assim? What PORRA is this? Como pode ser que depois de mais de dois mil anos após a morte de Cristo uma senhora me toca a campainha pedindo esmola em pleno Sábado de Aleluia? Se temos alimentos suficientes para toda a humanidade, que mal há em dividi-los?

Eu não quero esse mundo. Você o quer? Quero um mundo onde os fracos sejam ajudados e não, esse onde os fracos devem ser humilhados. Quero um mundo de solidariedade e não, esse de consumismo.

Tá, tá, tá. Já sei. É tudo complicado demais. Deixa, eu já vou.



Carlitos Marx

Será que chegaremos nos 1000 antes do Romário?

terça-feira, abril 10, 2007

No latim masca = "fantasma". No árabe maskharah = "palhaço", "homem disfarçado"

Sobre desmatamento? Deixa para a matéria de Leonardo Coutinho http://veja.abril.com.br/110407/p_070.shtml

Já as máscaras, as máscaras são acessórios utilizados para cobrir o rosto. Porém, não adianta o elástico ou a cola utilizada para a fixação desse acessório, naturalmente ou forçando ela sempre cai, elas sempre caem.

Iram Lee

domingo, abril 08, 2007

Páscoa Feliz!?

Geralmente a Páscoa nos pega num bonito domingo de sol. E para a celebração da ressurreição não poderia deixar de ser assim, mesmo. Com sol, alegria e a tagarelice da criançada atrás dos seus ovos de chocolate, dos coelhinhos e de outros símbolos que vão sendo acrescentados a essa festa milenar. Para os religiosos é um momento de paz e reencontro, pois o calvário de Cristo já passou e agora tudo é alegria. E para outras crenças, a proximidade globalizada permite uma interação ecumênica e agradável. E vamos todos nos preparar para a reunião familiar, para o bom almoço e para os cuidados com tanto chocolate. Enquanto nos lembramos de boas e velhas Páscoas para jogar na conversa do meio da tarde de domingo.

Ah, se isso fosse em todas as casas, a Páscoa realmente teria sentido!


Iram Lee

terça-feira, abril 03, 2007

O Mundo do Espetáculo/Doce Sal

Para o mundo que vivemos tudo é espetáculo. E se não for, faremos com que seja.

Não adianta saber que a mulher foi assassinada, queremos saber que ela foi esquartejada dedo após dedo, jogaram sal em cima dos pedaços ainda em vida e que antes de tudo isso foi abusada sexualmente.

A privacidade diminui e nossa vida se transforma num reality show. E por falar nisso, o blog que está por ai é um legitimo reality show!

Minha opinião? Olha, dei boas gargalhadas aqui em frente ao computador. Acho que rompe com a moral, critica a sociedade (apesar de esse não ser o principal objetivo)... Porém não gostaria de ver conhecidos por lá, sei como dever ser chato para os “inocentes” que podem ser vistos la.

O blog é http://www.acretinos.vai.la/ . Vá lá. Desligue a televisão, pare de ver Big Brother e veja o que é reality show de verdade.

Carlitos Marx

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Como iniciava a redação, um amigo meu, peruano que só ele: Atualmente vivemos num mundo (ou algo do tipo)... Pois que vivemos um período estranho para as femininas, moças de puros traços belos, que só botam nossas felicidades lá onde só elas podem estar, lá onde a vida é vida. Homens de brutos modos, de toscos modos, botam essas lindas gajas em personalidades que não sei porque ainda existem, não sei nem porque homens podem colocar personalidades! Que autoridade tem um rapaz, de vontades puramente amorais (para aqueles que amam a moral), tem ao dizer que uma senhorita é safada, puta, galinha, vagabunda, e por aí vai o vocabulário da burrice... Esses mesmos rapazes crêem que o doce néctar das moças é o salgado sabor..., esses mesmos rapazes não conhecem o tatear de mãos a acarinhar a face, o sutil beijo na cabeça, a enorme capacidade de compreender frustações, de acalmar os ânimos, de balançar-los, de balançar nossos pudores.

É de certeza que varias das moças estão a se jogar em personalidades que não condizem com os valores morais de sociedades como esta ocidental, mas para que moral? Essas personalidades, para as quais as próprias se jogam, são de pura arte, de puro desinteresse com vidas tristes, amarguradas, travadas em conceitos vagos, providos de instituições puramente humanas. Com o dedo erguido, com a fuça ao ar: moral é a trava para pessoas inconscientes, ignorantes das inteligências humanas.


Trojdens Desmond

Mostra da burrice:

• quer moleza? senta no pudim xD Says:
"uahsuahsuashahauhuas esse peito sao UMA DELICIA! minha nossa…
mas o cara q falou do mau halito sacaneou PQP a gata mo lindinha com BOCA DE CU eh tensoooooo!
alem de piranha da net eh boca de cu!
ushaushasuasuhausausasa comedia!"


Igor:
"VocÊ é mto gostosa! te adorei qria fazer um book com vc tb puta"

Estes seres, além de serem burros na escrita, são nas idéias.




* Naked woman extended on a bed (1887) - Vicent van Gogh

sexta-feira, março 30, 2007

Macché bella "porcaria"!

Ia eu falar do fato de umas fotos terem fugido à internt, mas o Aldo Nascimento já tratou do assunto (Take a look). Sobrou eu andar e pensar, então vejo um buraco, um negócio que eu já havia visto em outros lugares, mas como num passe de fadas, ocorreu-me de fotografar o coisa – não faria como uns garotos fizeram com as mocinhas, tadinhas.

Aqui você vê dinheiro sendo gasto atoa, fora que se vê também uma burrice em tanto, digam-me, se isso fosse um reforço para onde os ônibus passam, por que demônios asfaltaram este exato lugar e depois botaram a quebrá-lo? O pior, a mesma burrice foi feita na maioria das paradas da Novíssima Avenida Ceará, que ainda está em construção.

Ha ha, acabo de ouvir de umas das engenheiras da obra: “É uma exigência... não estava sendo feito antes porque era caro, e resolveram fazer agora porque desistiram de gastar dinheiro, já que consertar o estrago dos ônibus é mais caro... deveria ser maior, por isso estão quebrando mais... isso se chama malha de concreto.” Disse-me ainda: não que não estivesse planejado, mas... Infelizmente esqueci de perguntar o preço do asfalto usado, e quanto foi desperdiçado. – Ai que memória! Mas dei uma pesquisada, na net encontrei preço de nada, mas ouvi falar 600 mil por quilômetro. Calculem matemáticos, eu não quero cálculos em minha frente por mais um ano.


Ah, mas esperto é o gato, que já nasce de bigode.



Trojdens Desmond

quarta-feira, março 28, 2007

Temor à vagareza


Texto publicado anteriormente no extinto blog Anarqduto, sendo Anarq de anarquismo e duto de duto. Esse duto é ideia do senhor Carlitos - possa ser que ele visse nossas ideias como um duto que atravessaria a mente de nossos leitores. O desagradeavel é atravessar e não se instalar. - -


Algumas coisas são estranhas, como o porquê de temermos uma pobre lesma, rastejando ali, para algum lugar. Enfim, sem oferecer perigo algum à coisa alguma, mas ainda sim temos medo, ou até mesmo repulsa ao vê-la. O mais incrível disso é que uma pessoa ao primeiro olhar à famigerada, mergulha-se em susto. Com o passar do tempo, continua a observar-la, pensado em tirá-la do caminho por não conseguir fazer algo com “aquilo” ao seu lado, mas não quer submetê-la ao fogo do sal, pois crer na vida da pequena coisa; e por que não tirar-la e coloca-la em outro lugar? Qual o temor em pega-la com um recipiente qualquer? Ela não o comerá, não o jogará pimenta aos olhos, não virará a pele sua, simplesmente sentirá mais medo que possa imaginar, mais medo que o nosso simples temor à lerdeza que a acompanha.

Mesmo após tal reflexão você decide fazer nada e continuar com o “respeito” à vida da lesma.


Trojdens Desmond


terça-feira, março 27, 2007

Visões de um futuro

- Pastel de quê?


- Pastel de carne, disse o cliente.

- Com cabelo ou sem cabelo?

Injuriado, o cliente responde:


- Sem cabelo, é claro!

- Sem cabelo é mais caro, falou calmamente o atendente.


Iram Lee

segunda-feira, março 26, 2007

Biblioteca “na” Floresta

A Biblioteca da Floresta Ministra Marina Silva ainda não está em funcionamento. O porquê eu não sei, mas sei que a biblioteca foi inaugurada ano passado.

Passei lá no início do ano e o moço disse que no em fevereiro estaria pronto. Chegando lá nos primeiros dias de fevereiro, fui informado que só depois do carnaval. Depois do carnaval me disseram que não tinha data certa para o começo do funcionamento.

Será que a biblioteca ficará na floresta? Entregue aos bichos?

Aos nossos governantes fica o pedido que agilizem, mas só se der.

Carlitos Marx

Ale, ale, ale!

Ale, ale, como agora meu mundo não deve mais ser o melancólico mundo da crítica à realidade, vamos em frente – vale, como no flamenco, sempre em frente, como no samba, sempre em frente, sempre progressista – não não, nada de citar o mundo infeliz. Andole, andole, uh, como o vento que nos leva, que nos traz a nós o pó da alegria, um simples pó, pó feito de cada momento dela, não de ti, sábio infeliz, pois que a alegria vem dela para ti. Neste mundo corrido, é isso a vida, ir em frente sem olhar ao lado, sem ver a casualidade que não lhe pertence, sem ver aquele ser fútil que não sabe o que é vida, ora, que não sabe o que é mundo, que o mundo é feito dos mundicos, como aquele que jamais quereríamos viver, o mundo infeliz dos infelizes, dos casuais ninguéns.

Quello che fà è gia qui. Já que estou no meu, no meu mundico feliz, aqui vai a ti, tu com o nome da mãe do Mestre – ale ragazza, o que pensas que isto tem a oferecer-te. A punjança do ódio, a tristeza pelo fim? Não! Tudo isso, apenas uns quantos faniquitos oferecem. O fim vem com quem não é tu, o mundo dita o fim, não tu. Via, ­­acorda-te, levanta-te para o que nisto está a correr, faça de ti o que mereces ser.

Não sejam pudendos.

Trojdens Desmond

quinta-feira, março 22, 2007

Phycan, mon fylens

Tra q ta tra la tica rha shui csin tou. Mundo louco, mundo insano, mundo comum, mundo que só um mundo pode ser, mundo é o mundo, como queiram, este é o mundo. Orbe, este orbe, que roda sobre si, que roda, roda, mas em que tudo permanece a mesma loucura, loucura boa, prazerosa, loucura que nem eu vejo, que nem você imagina.

Completo-me agora, percebo, invento, descubro, acredito que tudo isso é só isso e nada mais. Estou livre, não tenho vontade, vontade da carne, vontade do amor, vontade da alma, vontade do mundo, vontade de mim, vontade dela, eu as necessito.

Isto, aquilo, sak, que me sobe a espinha, que me desce à mente, que me joga as pernas, que me roda o corpo, que me tira disso, que isso não sou, que para isso não vou. Não mi ocorre a droga, pois que meu mundo já vai longe com meu sangue, meu phycan é grande, não sei se vida é isso, não sei se isso é vida, mas a vida faz-se disso.

Trojdens Desmond

segunda-feira, março 19, 2007

Arte?

Lapada na rachada

COMPOSIÇÃO: INDISPONÍVEL (!!!)

Toma gostosa! lapada na rachada
Você pede que eu te dou
Lapada na rachada
E ai tá gostoso lapada na rachada

Peguei uma mina linda a danada enlouqueceu
A macharada ficou doida quando ela apareceu
Sorriso envolvente jeitinho sensual
Pra acabar de completar
Deu mole no final
Juro não acreditava no que estava acontecendo
Sorria me olhava e o clima foi crescendo
Fui direto ao assunto e não pude acreditar
Chegou no meu ouvido e começou a falar...

Vai...dá tapinha na bundinha vai...
Que eu sou sua cachorrinha vai...
Fico muito assanhada
Se eu pedir você me dá lapada na rachada, vai...

Toma gostosa, lapada na rachada
Você pede que eu te dou, lapada na rachada
E ai tá gostoso? lapada na rachada

Comentário: Arte? Definitivamente, não. Porcaria. Sem conteúdo, vulgar ao extremo, rima ruim... Quero lembrar a não está disponível quem compôs. Eu teria vergonha de “compor” isso.

O meu amor

Composição: Chico Buarque (!!!)

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta
do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

Comentário: Arte? Sim. Arte. Tem sensibilidade. As duas canções abordam o mesmo tema, basta você diferenciar o bom do ruim.

Carlitos Marx